quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O PRESSÁGIO

NÃO me faço e NEM me projeto.
O que há em mim?
Apenas quilômetros quadrados
Que são banhados pelo céu da "desesperança"
Minha sanidade?
Como um bastardo enfático
Que nao se deixa tirar os olhos da lua.

Deixo vazar no papel
Palavras sendo descargadas como detrimento.
Que mais parece um embrião da minha patologia.

Até deixo que vejam meu rosto.
Mas minhas palavras são feitas pra poucos.

(Rafael Adriano)