segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sobre a noite


De longe a lua

Um pingente misterioso

Iluminando

A vida derramada

Dissimulada

Em vielas

Confinadas


E por fim,

Ao amanhecer

O sol nasce cuspindo seus raios

Como um dragão enfurecido.

José e o infinito

Não há fronteira entre tu e o infinito José

Haverá de provardes um oasis inteiro e saberás.


Caminhando nos vales solitários

Dentro de si

Encontrando crianças e pássaros.



e as crianças sempre levando flores por aquela antiga estrada

onde os ancestrais desenhavam serpentes nas rochas.



Todos os deuses antigos,

Agora estão presos dentro de uma maçã,

E você sobre uma cama de espinhos

Onde os quartos nao teêm estrelas.



Malditos sejam aqueles que te impedirem de culminar.


Não há fronteira entre tu e o infinito josé.




Do ventre




Oh! minha mãe...
Eu! teu sucessor, pedaço de ti
Tu não imaginas o quão escuras
são As ruas por onde passo
Noites tão escuras quanto teu ventre.

Tentei até encontrar-me em sonhos distantes


Sinto falta do teu ventre minha mãe

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O INÍCIO E O FIM

De tudo que esperei da vida
Recebi trocados,
olhe; tenho quatro amigos
Três são pervertidos,
e um é trambiqueiro.
E o meu rádio não quer funcionar.

Como pode ver, sou tão nocivo quanto a chuva
que molha, molha e depois floresce.
que por fim padece.

HOJE

Hoje acordei querendo ouvir Chico
botei no meu copo um pouco disso e daquilo
olhei pro jardim e lembrei de você
É A FLOR DE OLIVA MAIS MACHUCADA DOS JARDINS DE OLINDA
e eu convosco
embaraçoso
suplíco, recito
de súbito "saio sumindo"
com coração partido
foragido da vida, fugindo de mim.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O PRESSÁGIO

NÃO me faço e NEM me projeto.
O que há em mim?
Apenas quilômetros quadrados
Que são banhados pelo céu da "desesperança"
Minha sanidade?
Como um bastardo enfático
Que nao se deixa tirar os olhos da lua.

Deixo vazar no papel
Palavras sendo descargadas como detrimento.
Que mais parece um embrião da minha patologia.

Até deixo que vejam meu rosto.
Mas minhas palavras são feitas pra poucos.

(Rafael Adriano)

quinta-feira, 10 de junho de 2010



Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas. (Jack kerouac)